top of page

Atualidade Política

  • 18 de mai. de 2017
  • 2 min de leitura

A Europa tem assistido ao crescimento da extrema direita, fenómeno que surge num contexto complexo e problemático a nível mundial.


Em França, a Frente Nacional, partido presidido por Marine Le Pen; na Alemanha, o Partido Nacional Democrático liderado por FranK Franz; na Grécia, o partido da Aurora Dourada com Nikolaos Michaloliakos; na Finlândia, o Partido dos Finlandeses; na Dinamarca, o Partido do Povo Dinamarquês; na Holanda, o Partido da Liberdade; na Hungria, o Movimento por uma Hungria Melhor, na Áustria, o Partido da Liberdade da Áustria e, em Itália, a Liga Norte. Todos estes partidos têm posições contra a imigração, em particular a muçulmana, tentando restringir a sua integração, e fomentando atitudes racistas e xenófobas contra minorias étnico-culturais, religiosas, linguísticas, sexuais, entre outras.


O fenómeno do crescimento da extrema direita pareceu ganhar novo fôlego com as vitórias do «Brexit» a 24 de junho e de Donald Trump a 8 de novembro de 2016. São conhecidas algumas manifestações preocupantes: a poucos dias do referendo no Reino Unido, a parlamentar trabalhista britânica Jo Cox, partidária da permanência do seu estado na União Europeia, foi assassinada, no norte de Inglaterra, tendo várias testemunhas ouvido o grito do agressor «Britain First!», nome de um partido de extrema direita contrário à imigração; por outro lado, têm sido divulgados pelos media vários comentários xenófobos de britânicos contra imigrantes, incluindo portugueses («Porque é que ainda estás aqui?») ou mesmo atitudes coercivas de vária ordem (cuspidelas, danos em bens próprios). Por outro lado, o presidente norte americano foi eleito propondo um programa de restrições a nível da imigração, de deportações de milhões de imigrantes e da construção de um muro na fronteira entre os EUA e o México.


Com efeito, uma das primeiras medidas de Donald Trump foi a de proibir a entrada de cidadãos de sete países, predominantemente muçulmanos, por um prazo de 90 dias.


Perante este cenário, não é de estranhar o comentário de Marine Le Pen «Com Trump, Theresa May, Putin e com o grupo Visegrad, já não me sinto mais isolada», ansiando por um resultado histórico nas próximas eleições presidenciais francesas.


O mundo assiste com alguma expectativa ao desenrolar destes acontecimentos, no entanto, respirou de alívio com os resultados do partido radical de Geert Wilders, na Holanda, que, apesar de uma melhoria, ficou claramente abaixo de todas as previsões, com grande diferença do vencedor das eleições de 15 de março.

As palavras de François Hollande: «Ou há uma União Europeia a duas velocidades ou ela explode», não causam admiração na metodologia escolhida para a estratégia de sustentabilidade do projeto europeu e da inclusão das minorias. Urge, então, mobilizar política e civilmente os cidadãos para o debate sobre a sociedade que desejam.

 
 
 

Comentários


  • Facebook Social Icon
  • Instagram Social Icon
bottom of page