José Borges, em entrevista.
- 5 de jun. de 2017
- 2 min de leitura

Fala-me de ti - política, ideológica e pessoalmente.
Em primeiro lugar quero agradecer o convite para responder a estas perguntas. É sempre gratificante sabermos que contam com a nossa opinião e a JS também é isso: a nossa opinião poder contar.
Resumidamente sobre mim. Sou um minhoto de Terras de Bouro adotado por Lisboa. Formado em Direito pela Universidade Nova. Sou funcionário do Banco de Portugal desde 2013 mas neste momento encontro-me a exercer funções de adjunto do Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares. Politicamente considero-me socialista utópico (caracterização histórica tradicional por oposição ao socialismo cientifico), democrata e republicano. A minha militância no PS e na JS são a consequência lógica de me ter por empenhado e comprometido com os meus ideais de Justiça.
O que pensas da JS como meio de transformação da sociedade?
A JS tem sido, ao longo dos seus quarenta anos, um motor de desenvolvimento politico, social e económico do país. Gerações e Gerações de jovens empenhados tem ajudado a construir um país mais justo e equilibrado. Fazemos parte duma estrutura que tem no seu histórico a luta por justas redistribuições de rendimentos que tiraram milhões der portugueses da pobreza, com investimentos admiráveis na escola pública, na saúde, na habitação ou nas universidade, já para não falar das vitórias e progressos no que diz respeito àquilo que se optou por chamar ‘direitos cívicos’. A JS já tem gravado na História da Democracia o seu nome. Nós somos os herdeiros dessa história e os seus continuadores. Devemos militar nela com honra e respeito.
Que papel deve ter a JS nas eleições autárquicas?
Deve ter o papel que deveria ser sempre seu por direito próprio. Pelo direito de quem, todos os dias, se empenha na militância jovem nas nossas freguesias e municípios. Já não se trata de termos uma oportunidade para podermos progredir politicamente. Trata-se sim, de sermos chamados a dar o contributo que já damos todos os dias. Nós somos possivelmente, os mais bem preparados para introduzir e potenciar as mudanças que são necessárias na juventude. Temos portanto que fazer perceber ao Partido aquilo que ele já sabe mas que muitas vezes ignora: a nossa capacidade política é uma mais-valia em toda a linha.
Que mensagem política queres deixar a todos?
Não é fácil ser-se justo nos dias de hoje. O Mundo está a tornar-se rapidamente num lugar perigoso e insensato. Nós, os socialistas democratas, temos o importante dever de levantar bem alto e para todo o lado os nossos valores. O que nós defendemos tem o valor da Justiça, da Moral, da Correção, sempre com o fito do maior bem comum. Fazemos parte dum movimento histórico que optou pelo caminho correto há já mais de 150 anos, sempre lutando contra as injustiças, a exploração do homem pelo homem e contra a acumulação do capital e rendas pelos seus detentores, motivo maior das desigualdades que provocam pobreza e carestia.
A militância política deve ser feita descomprometidamente no que diz respeito a questões materiais. Devemos por isso apostar na nossa formação individual e valorização profissional para podermos ser melhores socialistas e cidadãos. Só assim poderemos agir livre e honradamente.











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