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Aquela nuvem negra que, há ano e meio para cá, desapareceu sobre as cabeças dos portugueses...

  • 1 de jun. de 2017
  • 2 min de leitura

Esta semana sinaliza o ano e seis meses, desde 26/11/2015, que o actual governo da «geringonça» assumiu funções, depois de muitas susceptibilidades e incertezas quanto à consistência dos acordos dos partidos de esquerda e com vista para que este se conserve até à data prevista das próximas eleições legislativas em 2019. É de destacar tal subsistência nas funções do executivo ao fim de tantas inseguranças, tendo em conta com a forma inédita e, insisto, legal de como o governo foi composto, do qual, como cidadãos portugueses minimamente eruditos, devermos congratular todo o rigor do trabalho e empenho do nosso primeiro-ministro.


Opondo-se aos juízos de censura de qualquer «observador» com a sua visão sediciosa, António Costa evidenciou a sua posição, como um verdadeiro Viriato, na liderança de uma equipa que nunca viu relegada as intenções de todos os seus elementos e ao comando do leme que, personificando um Bartolomeu Dias, defrontou corajosamente a imposição de um Adamastor em Bruxelas.


Dada a primeira pedalada na aprovação do plano orçamental face ao discernimento europeu e da assembleia nacional, o governo continuou a pedalar a «bicicleta da economia» chegando a caminhos menos ingremes, tal como se verificou nos resultados do primeiro trimestre deste ano (os valores de 2,8% de crescimento) e com sinais de conjectura ainda mais positivos para o segundo trimestre. O suplantar das metas propostas, a previsão do PIB português chegar acima dos 2% no final do ano, o aumento do ordenado mínimo, a observância de desenvolver rendimentos aos portugueses e a cada vez maior redução nas taxas de desemprego, comprovam que a «bicicleta» já ultrapassou a estrada esburacada que outrora pedalava, ou melhor, arrastava-se, mesmo com as “rodinhas de apoio”, ao longo dos quatro longos anos de ríspida política do anterior governo de direita.


Desta forma, torna-se cada vez mais evidente na vida dos portugueses que vivemos em claros tempos de confiança e que aquela nuvem negra, de há meio ano para cá, finalmente desaparecera sobre as nossas cabeças. Apaga-se a melancolia sebastiânica e sub-roga-se o conformismo e a indiferença por um sentimento de regozijo e de segurança.


O inesperado Campeonato Europeu é da «geringonça», o Salvador da Eurovisão é o nosso primeiro-ministro, a Bota d’Ouro é do Centeno. A matemática não é difícil, em pleno período de eleições, o desígnio de reverenciar o compromisso executado pelo governo é o renovar da nossa confiança nas urnas, seja no final do ano nas autarquias ou em 2019 nas legislativas. Viva o Governo! Viva o Partido Socialista!


 
 
 

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