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E depois do Brexit?

  • 22 de mai. de 2017
  • 2 min de leitura

A União Europeia "dos 28", à qual Portugal aderiu, está a chegar ao fim.


E assim, assistimos à perda de um importante Estado-membro, a segunda maior economia europeia, que de entre os vários contributos que advêm da sua permanência na União Europeia, há que salientar a capacidade do Reino Unido de conter, no seio das instituições europeias, certos excessos mais ideológicos. Ironia das ironias, foi exatamente isso que levou ao Brexit.


Contudo, vejamos que o que a Europa representa para Portugal, não é o mesmo que representa para o Reino Unido que, na verdade, nunca esteve plenamente na União Europeia em alguns pontos, como é o caso da questão da moeda única, considerada então pouco mais que um mercado único e uma união aduaneira.


A derradeira questão é agora sobre o futuro da União Europeia, que nestes 60 anos de existência, foi (e é) imprescindível para a paz no continente europeu, ao garantir estabilidade política, convergência monetária e desenvolvimento entre países depois de séculos de conflitos que culminaram na primeira e segunda guerra mundial.


Mas mais do que isso, há atualmente a necessidade de se reinventar, ao apostar mais e melhor na identidade europeia, isto é, fomentar o interesse da população no projeto europeu e dar realmente resposta às várias temáticas como o envelhecimento da população, o baixo crescimento da economia europeia decorrente da crise de 2008 que contribuiu para o olhar desconfiado da população face a Bruxelas, o terrorismo que nada mais é do que uma instrumentalização do medo e ainda a crise dos refugiados que é necessária resolver no curto-prazo.


Toda a conjuntura com que a Europa se depara não está a seu favor, e o futuro é uma incógnita, mas seja ele qual for, ainda há caminho e a Europa ainda não acabou.

 
 
 

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